A velha história

E por onde começar?
Provavelmente dizendo:
I do.
Sim, eu aceito.

Eu nunca me importei em passar por provas. Na verdade, melhor que seja assim.
E eu sempre acreditei em mim. Se não eu, quem acreditaria?
Acabei de ler o seguinte “se o final valer a pena, o caminho pouco importa”. No fundo eu devo sempre ter acreditado nisso.. Pq no fundo a maior verdade é essa mesmo, no final, a gente nunca se importa por ter passado tanto sufoco.
Aliás, deveríamos agradecer.
É assim que se cresce, é assim que se aprende, é assim que se valoriza.

Um dia a maioria de nós vai olhar para trás, e ver tudo que aconteceu até chegar “aqui”. Aqui? Sim “aqui”. Quantos aquis já tivemos.
Em cada parte da nossa existência queremos chegar a algum lugar. Sentimentalmente, profissionalmente, família, amigos, conquistas, lugares, pessoas.
Tudo. Cada coisa em seu lugar.
E como é bom respirar fundo e sentir as coisas se encaixando.
E não é por acaso. Não, é até agressivo falar em acaso.
“Tudo que se perde mesmo sem ter ganho”. Tudo caminhado. Passo a passo. Cada oração silenciosa, cada marretada, cada tropeço.
E ainda vem me falar em acaso?
Se despir de traumas, lembranças, dores, incertezas.
Fácil? Quem disse que alguma coisa seria fácil?!
Ah, você pensou que seria fácil? Inocência. Nada é fácil, ou pelo menos, nada deveria ser. Quem nos moldarå? Quem nos ensinará?
Nós mesmos. Nossas lutas, nossos fracassos, e por fim (só no fim), nossas vitórias. Mas assim é que elas terão mais sentido.
Sentido. O que é mesmo sentir. Sentir é é viver. E só.
Se vivêssemos o bastante, seria o suficiente. Ou, se vivêssemos o suficiente seria o bastante?
Que diferença isso faz mesmo?
Começo a pensar que nenhuma.
Vejo tantas pessoas.
Não gosto de tantas coisas que eu vejo.
Gosto de tantas coisas que sinto.
Sentir.
Acho que isso é o que eu mais sei na vida.
Dizer… é o que eu menos sei.
Mas se eu sinto, é porque vejo. Vejo e não sei dizer. Não digo. Falo demais. Mas eu tenho o que dizer. Tenho para quem dizer.
Não é isso que estou fazendo agora?
Tenho que dizer. Porque é diferente.
Porque eu sempre ouvi demais.
Me segurei. Segurei e ouvi. Ouvir não é só isso, aliás, sentir não é só ouvir. E dessa vez eu entendi isso. As vezes é preciso dizer. Falar. Buscar. Tudo isso é sentir.
Mesmo tendo “tudo errado”, eu consegui mostrar que pode ser o caminho certo.
Fazer com que acredite em mim. Nunca precisei tentar isso. Mas nunca foi uma busca, nunca foi um encontro.
Não sei porque. Mas chegou a hora. Hora de fazer mais com menos. Menos para ter mais.
Sim. Eu aceito

Sobre MARI LIMONE

Sendo nas horas vagas o que deveria ser o tempo todo
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2 respostas para A velha história

  1. Laluna disse:

    Espetacular! Não sei dizer por quê, mas, acredite: estou feliz por vc! E, se recebeu um presente, isso mesmo, aceite-o, pq significa que merece ‘menina’! #simplesassim

  2. Dan disse:

    Muitos ??? em seu texto, e não sou ninguém para dar as respostas. Talvez algumas você já tenha encontrado. E tens razão, serão nas vitórias e derratas que as respostas virão. Fácil não é, mas não se deve complicar demais nem tornar um problema maior que ele mereça ser.
    Adorei o texto.
    Bom voltar a ler suas palavras após um breve intervalo.

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